Neverending Story I (1984) | Opinião

Olá, sussurros!

Dia 1. Janeiro.

Espero que a vossa noite tinha sido de celebração e de alegria. 

Deste lado do universo, foi de descanso, seguido de um dia passado a dormitar, principalmente depois de ter estado a madrugada à espera que saísse o último episódio de "Stranger Things" - sim, sou uma fã tardia, apesar de ter visto a primeira temporada quase na altura em que saiu... simplesmente, nunca entrei na cena. Mas, pronto, entrei, gostei e não queria que Steve e Dustin morressem. Foi um final agridoce.

Contudo, hoje, falo de um filme.

Este filme é especial.

É aquele que já vem desde a infância, desde pequenina, em que via aos fins de semana, quando passava na televisão, e com a minha Mãe - e gostávamos tanto do filme que, quando os DVD's surgiram, ela andou à procura do mesmo para termos uma cópia.

Começa com Bastian (Barret Oliver) e a sua situação familiar presente, com a perda da Mãe e um Pai praticamente ausente, e a lidar com o luto da melhor maneira possível.

Vemos também como Bastian é um leitor quase compulsivo, vivendo na sua imaginação, e sendo perseguido por um grupo de bullies.

Num desses dias, ele acaba por refugiar-se dentro de uma livraria onde conhece Coreander (Thomas Hill) e o seu livro "Neverending Story", sentindo uma imediata atracção por ele, roubando-o.

Escondendo-se no sótão da escola, Bastian, um leitor como todos os outros, vive as histórias que lê no livro de forma tão intensa que quase as sente na pele, seguindo Atreyu (Noah Hathaway) e a sua demanda pelo salvamento do reino de Fantasia e o pedido da Childlike Emperess (Tami Stronach), pois o seu reino está a desaparecer.

Entre alguma filosofia, em relação a pensamentos e sentimentos em relação ao crescimento, e não só, muita imaginação com a aventura com que todas as crianças sonham, o resolver da charada do desaparecimento do reino mágico está nas mãos de Bastian e da sua escolha de um novo nome para a imperatriz Menina - claro que não posso deixar de mencionar as criaturas fantásticas que comem rochas, ou aquela cena triste entre Atreyu e Artax, bem como um dos melhores dragões que existem nas histórias, Falkor.

Como não existem grandes interacções entre actores não posso falar muito sobre a sua química e, sendo novos, estão bastante bem nos seus papéis. Já a banda sonora é bastante característica, principalmente com aquele tema de Limahl, "Never Ending Story" e que ainda hoje faz as delícias de qualquer adulto que cresceu com esta história. Já os efeitos especiais são muito da época em que o filme foi feito, mas não deixando de ser mágico, mesmo assim.

É um filme em que a imaginação, o esquecermo-nos de viver quando passamos à idade adulta, e a demanda pelas coisas verdadeiras e simples, estão bem presentes e que nos ajudam a reflectir naquilo que realmente é importante nesta vida.

Assim sendo, este é um filme que todos deviam ver, nem que se seja para voltarem a sentirem-se crianças de novo.


Até ao próximo post!

A vossa sussurradora...

Disclaimer: Imagem Pinterest.

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