My Lady Jane (T1) | Séries com Chá

Olá, sussurros!

Boa sexta-feira! Como estão? Como estão a lidar com as tempestades? É preciso alguma coisa? Digam, se precisarem.

Espero que seja um fim de semana um pouco mais descansado, apesar de estar aí à porta mais uma...

Tenham cuidado e cuidem de vocês e dos vossos. 💗

E aqui fica uma sugestão seriólica.

Ver "My Lady Jane" foi uma brisa de are fresco, depois do flop de "Bridgerton" - fiquei mesmo desapontada com a segunda parte da terceira temporada...

Pensem nesta série como se acontesse num universo paralelo à história de Henry VIII, em que o seu filho Edward VI, que afinal sobreviveu à doença que o levou em criança na nossa História, governa, tendo as suas meias-irmãs, Mary e Elizabeth, por perto. E a reviravolta será que Mary quer o trono e tudo fará para o obter. 

Assim, entra Lady Jane Grey, prima de Edward, e que o ajuda a combater a doença que ainda o debilita, com o seu conhecimento sobre ervas curativas, e a qual ele nomeará como sua herdeira, na eventualidade da sua morte.

Ora, então, Jane é uma jovem independente e extremamente inteligente, que faz lembrar uma Elizabeth Bennet, é oferecida em casamento a Guildford Dudley, um engatatão de todo o tamanho, que possui um segredo.

Os dois são o completo oposto, o que ajuda a que os fãs de inimigos a amantes gostem desta história.

Temos uma mãe e duas irmãs de Jane que são hilariantes, mas que acabam por ter um bom coração, apesar das suas próprias desavenças, e o mesmo acontece com o pai e irmão de Guildford, que têm muito que se lhe diga, tendo em conta o segredo deste e o porquê de o quererem casar tão rapidamente.

No meio disto tudo, ainda temos os mitos e as lendas célticas, inglesas, escocesas, com a sua magia e ideias, transportando o preconceito para um outro nível, pois decorre uma grande guerra entre Ethians, pessoas que se podem transformar em animais, e os Verity, as pessoas ditas normais e que não aceitam os primeiros, pois a mãe de Elizabeth era Ethian e ao não lhe dar um filho rapaz, Henry acabou por usar essa desculpa para dizer que ela o tinha enganado e enfeitiçado para se tornar rainha e assim condená-la à morte - pelo menos, foi o que depreendi da narrativa.

Ao longo dos oito episódios, temos diálogo incisivos, ternos, cómicos, com reviravoltas que deixam o espectador a pensar, a rir, e a temer pelas vidas das personagens. A química entre personagens e actores é bastante boa, acreditando-se no romance e do que está na balança. 

Temos uma banda sonora com temas bastante conhecidos, para além dos temas instrumentais, uma estética direccionada para a época em questão, acontecendo o mesmo com o guarda-roupa.

Temos cenas de acção e de amizade, que ajuda a que exista uma grande lição, no meu entender, em que o preconceito e as ideias pré-concebidas não ajudam à evolução de um mundo que já devia estar mais desenvolvido do que aquilo que está.

Conheciam a série? O que acharam?

Deixem o vosso comentário!

Até ao próximo post!

A vossa sussurradora...

Disclaimer: Imagem Pinterest.

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