Downton Abbey (2010 - 2015) | Séries com Chá
Olá, sussurros!
Primeiro dia de Maio e temos um feriado que está a saber mesmo bem!
Ora, já pude fazer muitas coisas na minha lista, e esta é apenas mais uma.
Uma sugestão seriólica bem boa que conseguiu conquistar muitos corações.
Tenham um bom fim de semana!
"Downton Abbey" foi uma série que tocou, que emocionou e que fez o público ver uma época, ver duas situações de "riqueza" e "pobreza" como nunca antes - a não ser, talvez, em filme - mas não com tanto pormenor.
Vemos os Crawley, a família rica, e os seus empregados no início do século XX, a ultrapassarem ideias, protocolos, momentos em que poderia existir uma fenda entre as duas classes sociais - que ainda hoje existem, infelizmente - mas que, de alguma forma, acabam sempre a entreajudarem-se.
A série começa com a notícia de o noivo de Mary morreu no acidente do Titanic e que também seria o próximo herdeiro do título de Earl of Grantham, dado que Robert Crawley apenas tem filhas. Assim, aparece Matthew, um primo bastante afastado e que, apesar de reticente inicialmente, acaba por se envolver com a sua família e nos vários negócios e empreendimentos do condado e tudo o que significa ser um Earl. E, claro, também é possível ver o romance a acontecer quando Mary finalmente o aceita como parte da família, o que faz com que o título acabe por ficar na família directa em que é "suposto".
Entre dramas, romances, mortes, casamentos, bailes, a Primeira Guerra Mundial, a mudança da sociedade consequente, novos e diferentes empregos, temas tabu, como a homossexualidade e o querer subir na sociedade quando se é apenas um criado ou cozinheiro (na época), diálogos rápidos com a adorável Dame Maggie Smith como Dowager Countess Violet Crawley - que é a minha personagem favorita - é possível ver a lealdade dos criados com os seus empregadores, mas também ao contrário, principalmente entre Mary e Anna e a amizade que as duas acabam por ter, já para não falar nos diálogos que levavam ao mexerico, seja entre criados, seja destes para com a família ou ao contrário, e com momentos que deixam a lágrima cair e que nos faz pensar no quanto evoluímos com apenas cem anos de diferença, entre 1915 e 2015.
Só tenho a dizer que a morte de Sybil e de Matthew são horrendas, mas a amizade que é criada entre Tom e Mary, consequentemente como o resto da família que não o aceitava por inteiro, faz com que a série ganhe imenso em termos de reviravolta, sendo que, mais tarde, o próprio Tom a escolha. Claro que não posso deixar de mencionar a amizade de Daisy com Mrs. Patmore que é só doce, apesar de apimentada no início.
É uma série rápida, cómico-dramática, com representações extraordinárias, entre personagens que entram e saem, actores que começaram a ser conhecidos e que, entretanto, subiram no seu "estrelato" de Hollywood.
A estética é a da época, bem como o guarda-roupa e como este foi evoluindo, e, tanto a pequena vila como o castelo que dão vida a Downton Abbey, são também um personagem por si só, enaltecendo a época e a maneira como as pessoas viviam, como sobreviveram a tempos difíceis e continuaram a subsistir, apesar das mudanças dos tempos.
A química entre actores é só "chefs kiss", bastante real, seja pela maneira como interagem, como falam e as diferenças de sotaques e de maneira de estar tornam esta história bastante vívida.
Já viram a série? Deixem o vosso comentário!
Até ao próximo post!
A vossa sussurradora...
Disclaimer: Imagem Pinterest.

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