Gladiator (2000) | Opinião
Olá, sussurros!
O fim de semana promete ser de calor! E é aproveitar para puxar o espírito de S. João e o final de ano lectivo! Já só falta uma semana!
Ora, então... aqui fica uma sugestão cinematográfica para ver ou rever e ficar no fresquinho de casa.
"What we do in life, echoes in Eternity."
E "Gladiador" de Ridley Scott é uma obra prima, na minha opinião, introduzindo toda uma série de género de filmes na minha infância, e apesar de não ter conseguido ir vê-lo ao cinema na altura, não me impediu de ficar completamente embevecida pelo Russel Crowe e ir seguindo a sua carreira ao longo de todos estes anos.
Maximus (Crowe) é uma personagem espectacular, enaltecendo os carácteres nobres destes tempos antigos, não só como general e do que se espera de um soldado como servente do povo e do Imperador, mas também como pai e marido, sempre a tentar ser bom, leal e combater pelo que acredita - que é o que acaba por fazer, mas não da maneira como seria pretendido.
Ao ser escolhido pelo imperador Marcus Aurelius, protagonizado pelo falecido Richard Harris, para tornar Roma ainda melhor do que é e oferecê-la ao povo para governar, como é suposto, Maximus acaba na mira de Commodus (Joaquin Phoenix) que espera o trono ansiosamente. Assim, numa reviravolta que é esperada ou não, dependendo do ponto de vista, Commodus sobe ao poder e a sua primeira ordem é executar o general romano.
Na primeira meia hora de filme é possível ver as várias relações entre personagens, algumas pistas sobre os seus passados, os ciúmes, o que elas esperam da sua vida e o que teria sido possível se as suas posições na sociedade romana fossem diferentes.
Ao voltarem para Roma, após a vitória na Germania, a morte do Imperador e do próprio Maximus, o senado duvida da competência de Commodus como líder, principalmente ao anunciar a celebração da vida do pai através de festas e da abertura do Colosseum para os combates entre gladiadores, algo que o pai tinha proibido durante o seu reinado, já para não falar no uso das finanças e dos recursos que seriam para o povo, noutras instâncias. E é aqui que começa a queda do novo imperador.
Após a revelação de que Maximus afinal está vivo, este ergue o seu exército, dentro (outros gladiadores) e fora da arena (a sua coluna militar e companheiros de armas estão prontos a juntar-se-lhe), ganha aliados inesperados, fica a saber o quanto Commodus aterroriza a sua irmã Lucilla (Connie Nielsen), esperando-se algum romance entre os dois, apesar das diferenças já estabelecidas no início do filme.
No geral, penso que as performances sejam muito boas, o que faz com que as personagens tenham uma boa química entre elas - um shoutout a Djimon Hounsou, Derek Jacobi, Oliver Reed, Tommy Flanagan, Ralf Moeller e Spencer Treat Clark pelas suas personagens. Também penso que a estética esteja bem caracterizada com o que seria o tempo que é retratado. Já a banda sonora é um completo personagem por si só, tendo-se tornado icónica nos vinte e quatro anos desde a sua estreia, ou não seria esta de Hans Zimmer, não esquecendo de falar do fantástico tema "Now We Are Free" de Lisa Gerrard.
Na minha opinião, é um filme muito bom, que mostra um tempo antigo violento e sangrento, mas que poderia ter sido nobre, um tempo em que, ficcional ou não, é possível aprender sobre algo que poderia ter sido, se não fosse pelo ego e pela ânsia do poder de alguns.
Trailer: Gladiator (2000)
Até ao próximo post!
A vossa sussurradora...
Disclaimer: Imagem Pinterest.

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