"Brilho Tóxico", Inês Rodrigues e Melo | Opinião
Olá, sussurros!
Uma terça-feira repleta de sol e que já promete muito calor.
Têm sido dias algo difíceis, por diversas razões, mas só tenho de continuar e tentar fazer coisas que me façam sentir bem. Por isso, hoje é dia de Pilates - que tem sido uma experiência incrível e muito, muito boa.
Ora, sem mais demoras, aqui fica a opinião livrólica da semana.
Livro: Brilho Tóxico (Série Geniis, #1)
De: Inês Rodrigues e Melo
Editora: Saída de Emergência
Ano de Publicação Original: 2024
Um livro com uma história bastante interessante e personagens igualmente.
Iris é uma jovem mulher, bailarina, em que de um dia para o outro se vê inserida num mundo sobrenatural que só imaginaria nas histórias.
E é através de um objecto que está consigo desde criança que a reconhecem, levando-a a confiar na família Bellator que a acolhe e ensina, bem como uma série de outras personagens que irão ajudar a crescer e a tornar-se na heroína que encontramos no final do livro.
Depois temos Matthew, o personagem masculino principal cliché, mas que todas as leitoras adoram, com a sua personalidade introvertida, forte e que tem um poder que é raro encontrar-se num personagem masculino.
A narrativa é rápida, o que faz com que se torne numa leitura igualmente rápida, e o desenvolvimento de personagens faz com gostemos delas praticamente desde o início. Contudo, por vezes, a história tornava-se estagnada no sentido em que os diálogos pareciam repetir-se e, certos momentos, pareciam demasiado repentinos, como os ciúmes, que seria algo que poderia crescer durante alguns capítulos, na minha opinião. Além disso, o romance apesar de bem construído, pareceu-me quase instantâneo - nada que faça perder pontos a esta história na qual fiquei bastante agradada pela positiva.
Penso que a crítica mais negativa irá para certas expressões mais coloquiais e que acho que não se inseriam na narrativa, e como tal acontece também em diálogos esta história poderia acontecer perfeitamente em Portugal, com nomes portugueses, sempre imaginando momentos estrangeiros, claro, pois existe capacidade para tal - porém, também penso que isto possa ter acontecido com a falta de edição, pois até a nível gramatical existem alguns erros.
De uma forma mais pessoal, o que é negativo para mim é a narrativa na primeira pessoa, neste caso a Iris, pois é sempre algo que faz-me torcer o nariz, pois cansa-me ler o pensamento ou ver o que a mesma personagem está sempre a fazer - apesar de termos a perspectiva de Matthew, a certa altura.
Frase: "Quando amamos alguém, de uma forma ou de outra, essa nossa luz toca a luz da outra pessoa e ambas se tornam mais brilhantes, mais bonitas, mais calorosas." (Narrador, p.344)
Até ao próximo post!
A vossa sussurradora...
Disclaimer: Imagem Goodreads.

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