"Jane Eyre", Charlotte Bronte | Leituras com Chocolate
Olá, sussurros!
Uma terça-feira mais animada, com um pouco mais de sol do que ontem.
Têm sido dias cansativos, em que as pernas não têm aguentado muito, mas vai-se fazendo para que a vida continue.
Dizem que vai estar calor nos próximos dias, por isso... #fingerscrossed.
Agora, vamos à opinião literária da semana, que é sobre um dos meus livros favoritos.
Ora, com a chegada do Inverno, a olhar para as estantes dei comigo a ver a colecção que a RBA fez há uns anos, com umas capas lindas e quase clássicas e em que adquiri alguns livros que não tinha, e a pegar na versão que comprei - sim, tenho dois livros da mesma história - e a folheá-lo, acabando por o querer, de facto, reler.
E foi tão bom revisitar Jane e viver com ela as suas aventuras e vicissitudes, as suas famílias encontradas e desencontradas, e o seu romance (quase) proibido com o enigmático Edward Rochester, bem como o mistério da sua vida e do que ele esconde na sua propriedade.
A ligação que tenho com este livro é um pouco inexplicável, não compreendo o que me puxa a sentir que é um dos meus favoritos e a sentir a conexão que tenho com Jane e com esta história.
No geral, é uma história fluída, com os seus momentos mais parados e outros em que parece que as informações jorram para fora das páginas, o próprio romance é atraente, tendo em conta a época em que foi escrito - é simplesmente inaudito um senhor apaixonar-se por uma mera preceptora, mas não em relação à diferença de idades entre os dois, ou pela loucura que o acaba por o consumir ao querer casar-se com ela quando não o pode fazer, mostrando a sua paixão e o seu carácter irreverente e diferente do que era esperado de um homem naquela altura (penso eu, corrijam-me se estiver errada), enquanto que Jane é alguém que é inteligente e inocente, mas capaz de fazer aquilo a que se compromete, mas que acaba com o coração partido pelos segredos.
A única coisa que não apreciei, nem agora, nem anos antes, é o diálogo florido, com significados subentendidos e a maneira como Rochester fala com Jane em alguns momentos, por vezes parece falar com uma adulta e subalterna, outros em que parece que fala com uma criança, e outros como um homem apaixonado e a mistura dos três é desconcertante - mas, lá está, a época de Bronte é mesmo assim, e compreendo perfeitamente, apesar de não apreciar.
Frase: "...não quero reivindicar outra superioridade além da que me confere a minha idade e a minha experiência. (...) Peço-lhe, simplesmente, que tenha a bondade de me dizer alguma coisa, de me distrair das minhas penosas preocupações." (Rochester, p.98)
Até ao próximo post!
A vossa sussurradora...
Disclaimer: Imagem Goodreads.

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