Jane Eyre (Minissérie 2006) | Séries com Chá
Olá, sussurros!
Uma sexta-feira estranha, em que tanto está sol, como está a chover... mas o tempo não se decide?
Enfim...
Espero que estejam a ter um óptimo dia, dia que é Dia Internacional da Família, por isso espero que não se esqueçam de dar um abraço ou telefonar a todos aqueles que são ou que considerem como tal.
Assim, deixo-vos com a opinião de uma minissérie que é um "found family" antiguinho.
"Jane Eyre" vem do livro com o mesmo nome de Charlotte Bronte e segue a vida de uma rapariga exilada pela família num colégio. Porém, apesar de se sentir que o azar a persegue, ela acaba por aceitar a educação que o colégio "oferece", crescendo lá e aceitando a posição de governanta de Adele, a protegida de Edward Rochester, um homem rico, rude e sombrio, com as suas loucuras e segredos.
O Castelo de Thornfield acaba por se tornar na casa de Jane, onde ela acaba por aprender o que é a vida, tendo uma outra visão sobre a mesma, até aprendendo sobre si própria, sentindo algo mais que contentamento, não só com a ajuda de Adele, mas também de Mrs. Fairfax e até de Rochester, que acaba por engraçar com ela. E os dois acabam a admitir que gostam um do outro.
Contudo, Thornfield é um castelo com os seus segredos, principalmente no que diz respeito ao passado de Rochester.
Sem dar spoilers, se ainda não leram o livro ou viram a série, com a descoberta do segredo mais sombrio do seu patrão, Jane acaba por se afastar e fugir, acabando por abraçar a vida simples do campo e como professora numa província pequena e pobre.
Porém, o passado de Jane também a persegue e vemos como a sua relação com a tia que a mandou para o colégio também termina.
É uma série com uma atmosfera sombria, cinzenta, com momentos de luz, principalmente quando as duas personagens principais começam a compreender o que sentem uma pela outra e a aceitar os seus erros e os seus próprios passados, com ainda não o tinham feito antes de se conhecerem.
É uma história comovente, do ultrapassar de obstáculos, em que a beleza está patente entre a parte física e a parte interior das personagens, mostrando que até as pessoas "feias" têm a sua beleza e quando alguém acredita nelas, a beleza interior transparece para o exterior, transformando-as. Também mostra que a bondade é um dos sentimentos mais nobres e puros que pode existir e que se for feita sem segundas intenções muito pode acontecer.
As representações são bastante boas, com uma boa química, mas nada de extraordinário, mas já tendo o lido o livro, penso que os actores tenham actuado bastante bem e de acordo com as suas personagens.
A estética é sombria, entre a decoração das casas e o próprio guarda-roupa, pois mostra o que era o ambiente da época georgiana em que supostamente a narrativa acontece - e faz com que haja uma diferença em relação à de Jane Austen, com paisagens de campos e serras que ajudam a contar a história. A banda sonora é instrumental, com alguns bons momentos.
Já conheciam esta minissérie? Deixem o vosso comentário!
Até ao próximo post!
A vossa sussurradora...
Disclaimer: Imagem Pinterest.

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